sábado, 6 de fevereiro de 2010

Perdoe-me

Ausente sou.
Na sua vida, na vida dele.
Perdoe-me por ser assim, tão ausente.
Abandonei-te quando precisavas de mim de forma desesperada.
Lembro-me na época que eras tão pequena, agora já és grande.
Ainda me lembro como se fosse ontem de ti aprendendo a caminhar porém com medo de se soltar de minha mão e de tombar. Mas quando aprendeu a caminhar, desceu uma ladeira estreita correndo e eu fui atrás de ti correndo também preocupado.
E agora, quando vais descer em uma ladeira, só posso te vigiar de longe, esperando sempre que aconteça o melhor.
Desculpe eu me tornar tão ausente assim.
Eu ainda queria te levar para passear nos domingos, lavar o carro no verão, comer salgadinhos industriais, comentar alguma trivialidade num almoço de quarta-feira, rir de alguma bobagem.
Eu sinto falta disso.
Perdoe eu ser ausente assim. Tu sabes que eu não queria ser assim no fundo, porém uma loucura tomou conta de mim, e agora estou em outra família.
Perdoe-me.


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Um Pequeno Maluco

Ele era apenas mais um maluco a espreita da meia-noite.
Aquele que roubava os sonhos das criancinhas, e o vestígio da pureza dos adultos e dos adolescentes.
Aquele maluco... Não havia como fugir, escapar dele. Sempre quando o Sol se punha de um dia quente, e dava espaço para a romântica Lua espalhar seu amor ao olharmos para ela, ele estava alí. Ele não é apenas um! Cuidado! Ele está na esquina de sua casa! Ou até mesmo aí dentro, se escondendo no seu guarda-roupas... Ou no seu coração.
É, ele é chamado pelas pessoas de "amor", "ladrão de corações". Mas para mim, ele não passa de um maluco deixando vestígio nas pessoas por quem passa.
Acho que ele deixou vestígios até mesmo em você.
Quem nunca amou? Quem nunca amou, que jogue a primeira pedra.
Graças ao amor, somos levados ao céu ou ao inferno.
Por um grande amor, somos capazes de mover montanhas ou até mesmo o mundo!
Para mim, esse maluco que começa tão pequenino, vai crescendo, de forma avassaladora.
E no final, ele sai, vai embora. Deixando a pessoa mal, fazendo com que a montanha movida volte para onde estava, e também nos deixando em mundinho qualquer.
Então, o maluco reaparece. Nós negamos a existência do mesmo até não poder mais.
Para depois sofrermos novamente.
É nessa inconstante que o maluco fica.
E isso irrita muito algumas pessoas.
E algumas, preferem cicatrizar a ferida do que sentir no coração tudo novamente.
Por isso, maluco, digo-lhe algumas coisas.
Some! Desaparece com todo esse sentimento bobo que tens aí!
Era isso, Maluco.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal

Nunca me esqueço, em que em um certo ano de minha vida, a minha professora de redação mandou a classe descrever o que era saudade.
Comecei a redação dizendo que eu sinto saudade de várias coisas.
Que eu sentia saudade daqueles Natais onde todos estavam reunidos, que íamos para a cidade natal de minha mãe, e eu e meus primos ficávamos sentados em baixo da árvore de Natal, com as pernas cruzadas segurando os presentes entre os braços.
Que ficávamos contando no relógio de ponteiro da cozinha as horas passarem para poder abri-los.
E quando os ponteiros marcavam meia noite, certamente a quadra toda ouvia-nos gritar de emoção.
Lembro certa vez, que meu tio se assustou de mim e de meus primos gritando e correndo para a árvore de Natal, ao comum desespero de saber o que o "Papai Noel" havia nos dado no ano.

Nem preciso dizer que a minha nota na redação foi algo apavorante. Mas deu para dar umas boas risadas, eu creio.
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Bom, eu tava sem ideia, e resolvi postar isso.
Feliz Natal e um próspero Ano Novo a todos!
Abraços!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Tirando o atraso :P

Gente, desculpem o atraso com o blog! x.x
Tive muito que estudar, e continuo estudando, muito na verdade.
Só para vocês terem uma noção, eu estou no pc do meu colégio.

Enfim...
Eu estive escrevendo um texto que foi do meu agrado. Porém para infelicidade minha e de vocês(eu acho), eu deixei em casa. x.x
Em breve (não sei quando) eu posto para vocês no blog. :PP

Até logo! ;D

sábado, 1 de agosto de 2009

Minha Ausência

Queridos leitores, eu passarei meio ausente, porque eu preciso muito estudar, sabe como é né...
Bom, deixe-me contar as boas novas!
As minhas curtas férias de inverno foram prolongadas até o dia 17 de agosto. Não é fantástico? =D
Bom, vejamos...
Ah sim! Eu estou pensando em redigir um livro! Tá, brincadeira! Mas não é uma má ideia, né? =D
Bom, eu vou ficando por aqui mesmo, e se vocês também tiveram férias prolongadas assim como eu, desejo um bom prolongamento de férias pros meus queridíssimos leitores! x3
Até! (h)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Quem eu sou?

Quem eu sou?
Sou a música que percorre os seus ouvidos.
Sou todo aquele maravilhoso som que tu ouve.
Os sons ruins deixo para outra pessoa.

Quem eu sou?
Sou tudo aquilo que tu julgas ser bom.
Sou tudo aquilo que pedes ao céus.

Que eu sou?
Sou aquela estrela em pleno céu de outono para qual tu sempres olha quando se sente só.

Quem eu sou?
Sou aquela flor que tu admiras sempre quando passa por um lugar bonito e florido.

Quem eu sou?
Muito mais que uma pessoa normal, eu sou uma pessoa sensitível, carinhosa quando tem que ser.

Quem eu sou?
Uma pessoa cheia de defeitos, como qualquer outra. Mas tenho minhas qualidades também. Aliás, sem querer me gabar muito, mas tenho mais qualidades que grandes defeitos que me deixem genioza.

Quem eu sou?
Sou o mar que toca nos seus pés naquele constante vai e vem.
Sou o mar de cada lágrima tua, de tristeza e de alegria.

Quem eu sou?
Alguém imprevisível. Alguém que tu sempre quis ter ao lado, para o momento feliz e para o triste.
Sou alguém que te diz "Conta comigo.", que se mostra sempre do teu lado, sempre de braços abertos, sempre.
Que se mostra amiga, compreensiva.
Coração de ouro o teu, já me disseram isso mais de mil vezes, sem querer me gabar.
Eu não creio muito nisso, pois coração meu é mortal como o de todos. Coração que não sabe perdoar. Que julga as pessoas sem nem ao menos conhecê-las bem.
Alguém que te diz "escolha o teu caminho sozinho, meu bem" mas digo isso não por ser rude de natureza, digo isso porque depois me culpas pelo caminho que escolhestes. Não te digo o caminho também porque quem vai caminhar não sou eu, e sim tu. Escolha-o bem.

eubemquepodiausarissopromeuperfildoblog,né?

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A dor de amar-te.

Alcama-te coração. Acalma-te, por favor!
Só quero que saibas que te quero do meu lado e sempre.
Quero-te perto de mim, para sempre que eu sentir aquela vontade de rir ou de derramar aquelas lágrimas que não saiem mais, eu poder te abraçar.
Eu sei que isso não é o mesmo, sei que você ama uma menina, que não sou eu.
Quando me dei conta, furiosa fiquei comigo mesma.
Pensei como aquilo podia ter acontecido bem diante dos meus olhos, e eu nunca ter notado?
Como eu sou... Cega!
Cega, cega, cega!
Só me diga, meu bem: Quem eu sou para te querer perto de mim?
Não, não te manifestes! Eu mesma respondo esta pergunta.
Ninguém. Não sou ninguém.
Por que derramo lágrimas?
Ah... Descobri...
É porque eu ainda te amo.
Quanto tempo se passou depois de tudo aquilo no passado?
Muito tempo, acho eu.
Eu conservei esses meus sentimentos no fundo do inconciência.
Tanto que eu achei que eu tivesse me recuperado de tudo, mas quando eu vi, meu coração se apertou, doeu.
Lágrimas vieram a toda, mas aquela certa coisa chamada "orgulho" não permitiu.
Que bom que ainda tenho o orgulho para segurar as tristes lágrimas.
Diga-me tu, quantas vezes eu já chorei por tua causa?
Quantas?
Incontáveis vezes.
Incontáveis.
Agora, me responda tu, tu já chorastes por minha pessoa?
Não, não é mesmo?
Já pensaste em mim como algo mais?
Não também.
Choro eu por saber que nem uma lágrima sequer tu derramastes por mim.
Choro eu por saber que nem um vago pensamento reservastes a mim.
Estou me sentindo traída, sem mesmo não termos nada.
Lembro-me daquele presente que tu me destes ano passado.
Eu, de pura raiva, quebrei a tampinha dele.
Joguei com tudo contra a parede.
Quando me dei conta que aquilo não saciou meu ódio por te amar, eu caí tristonha no chão.
Será que eu havia quebrado a tampinha do teu belo presente à toa?
O tempo diz que não, porém o sincero coração diz que sim.
Que tristeza é amar-te! Que tristeza!
Mas ainda hai um dia em que tu irás de sincero pensamento me amar.
Cansei de ser submissa ao meu amor à ti, cansei.
Cansei de correr atrás de ti, cansei.
Digai-me tu, o que tu sentes ao ler isso?
Não venha me chamando pelo meu apelido íntimo, dizendo que eu preciso superar esse meu tolo sentimento, porque isso não funciona.
Não funciona.
Sabe o que esse sentimento é? Alguns de nossa idade, chamam de "gostar", mas eu particularmente chamo isso de "amar".
Eu amo-te. Agora e para todo o sempre.
Que tristeza dizer isto à mim mesma.