Alcama-te coração. Acalma-te, por favor!
Só quero que saibas que te quero do meu lado e sempre.
Quero-te perto de mim, para sempre que eu sentir aquela vontade de rir ou de derramar aquelas lágrimas que não saiem mais, eu poder te abraçar.
Eu sei que isso não é o mesmo, sei que você ama uma menina, que não sou eu.
Quando me dei conta, furiosa fiquei comigo mesma.
Pensei como aquilo podia ter acontecido bem diante dos meus olhos, e eu nunca ter notado?
Como eu sou... Cega!
Cega, cega, cega!
Só me diga, meu bem: Quem eu sou para te querer perto de mim?
Não, não te manifestes! Eu mesma respondo esta pergunta.
Ninguém. Não sou ninguém.
Por que derramo lágrimas?
Ah... Descobri...
É porque eu ainda te amo.
Quanto tempo se passou depois de tudo aquilo no passado?
Muito tempo, acho eu.
Eu conservei esses meus sentimentos no fundo do inconciência.
Tanto que eu achei que eu tivesse me recuperado de tudo, mas quando eu vi, meu coração se apertou, doeu.
Lágrimas vieram a toda, mas aquela certa coisa chamada "orgulho" não permitiu.
Que bom que ainda tenho o orgulho para segurar as tristes lágrimas.
Diga-me tu, quantas vezes eu já chorei por tua causa?
Quantas?
Incontáveis vezes.
Incontáveis.
Agora, me responda tu, tu já chorastes por minha pessoa?
Não, não é mesmo?
Já pensaste em mim como algo mais?
Não também.
Choro eu por saber que nem uma lágrima sequer tu derramastes por mim.
Choro eu por saber que nem um vago pensamento reservastes a mim.
Estou me sentindo traída, sem mesmo não termos nada.
Lembro-me daquele presente que tu me destes ano passado.
Eu, de pura raiva, quebrei a tampinha dele.
Joguei com tudo contra a parede.
Quando me dei conta que aquilo não saciou meu ódio por te amar, eu caí tristonha no chão.
Será que eu havia quebrado a tampinha do teu belo presente à toa?
O tempo diz que não, porém o sincero coração diz que sim.
Que tristeza é amar-te! Que tristeza!
Mas ainda hai um dia em que tu irás de sincero pensamento me amar.
Cansei de ser submissa ao meu amor à ti, cansei.
Cansei de correr atrás de ti, cansei.
Digai-me tu, o que tu sentes ao ler isso?
Não venha me chamando pelo meu apelido íntimo, dizendo que eu preciso superar esse meu tolo sentimento, porque isso não funciona.
Não funciona.
Sabe o que esse sentimento é? Alguns de nossa idade, chamam de "gostar", mas eu particularmente chamo isso de "amar".
Eu amo-te. Agora e para todo o sempre.
Que tristeza dizer isto à mim mesma.